Sobre a crise de Natal e Ano Novo, e com evitá-la ou, ao menos, minimizá-la.
Postado em 31-03-2008 às 06:58 PM por gopala
Olá Pessoal,
Hare Krishna!
Como comentei no meu último (ou primeiro?) post, o Hare Krishna comemorou a pouco o seu Ano Novo. Essa diferença de dois/três meses do ano novo ocidental para o ano novo vaishnava (e também um pouco de minha vivência de cerca de 40 anos de ciclo ano novo/ano velho), permitem reconhecer um padrão:
1- Em outubro, as pessoas se dão conta de que o ano está acabando;
2- Em novembro, um nervosismo toma conta da consciência da população (em termos gerais), devido as pressões por resultados materiais, profissionais, sociais, emocionais e até "espirituais";
3- Em dezembro, o nervosismo se transforma em angústia diante do fim iminente do ano, sem que se consiga atingir muitos dos resultados tão almejados.
4- No final do ano, as festividades principais de dezembro se transformam em eventos quase que "torturantes", diante da frustração que representam. Para muitos, ou se foge totalmente deles, ou se foge da "realidade" que eles "trazem", através da forte embriaguês e/ou intoxicação.
5- Três meses depois, nenhuma daquelas coisas super importantes e urgentes que precisavam ser alcançadas ou obtidas têm mais tanta importância, e nem por isso sua vida se acabou (se não, você não estaria lendo issas linhas - rsrs) ou o planeta parou de girar.
Ué, qual a grande novidade, Gopala? - você poderia perguntar. Todo mundo sabe disso. Acontece a mesma coisa todo ano...
Exatamente - diria eu - esse é o ponto! É chamado na cultura védica de vida condicionada. Acontece a mesma coisa todos os anos, com pequenas variações aqui e ali, mas é sempre o mesmo: deseja-se, espera-se muita coisa, mas se faz muito pouco para realmenta alcançar o que se almeja. Quando se vê, o tempo passou e o desejo não se realizou. Corre-se para compensar o tempo perdido, mas sem priorizar algo específico: queremos "tudo ao mesmo tempo agora". Aí vem a sobrecarga, a estafa, a confusão, a frutração, a ira...
Tá, Gopala, chega! Depois diz que esse povo filosófico não é pessimista?! Arghh!
Calma, calma: seria pessimismo se não houvesse solução. Mas há solução! Porém você precisa ser mais ativo nessa situação. Menos vítima, ou melhor, menos passivo diante dos acontecimentos ao longo do ano.
Enfim, o que fazer para tomar as rédeas de sua vida? Eu sugeriria na verdade uma caminhada, isto é, dois passos simples nessa caminhada:
1- Auto-conhecimento: se você não controla seu tempo, seus compromissos, seus objetivos ou seus desejos, admita isso e começe a se organizar: leia bons livros filosóficos ou religiosos para conseguir definir melhor o que é realmente importante na sua vida (e até o que é a vida), faça cursos de aperfeiçoamento profissional, aprenda uma nova língua, faça parte de um grupo, associação, sociedade, igreja, templo, consiga uma boa agenda (preferência pelas semanais), etc.
2- Pratique o que aprendeu: com base no seu novo estado de consciência, faça sua atividade diária condizer com ela: selecione melhor suas amizades, mude de emprego, volte aos estudos, case, viaje, passeie com a família, faça um retiro, controle a dieta, faça yoga, pratique esportes, meditação, etc e etc.
Uma vez alcançado novo patamar em sua vida, repita o passo 1. Assim como uma pessoa caminha repetidamente colocando um pé a frente do outro.
Na cultura védica isso é chamado jnana (teoria) e vijnana (prática).
Muitas pessoas "patinam" na vida, sem sair do mesmo lugar ou situação, por ficarem eternamente na teoria, "sonhando acordado", sem nunca dar o primeiro passo prático para realizar o que sonham. Às vezes, nem sabem se o que sonham é realmente práticavel de alguma forma.
Por outro lado, outras também ficam estacionadas, mas por insistir em processos práticos ultrapasados e ineficientes diante das eternas mudanças por que passa o mundo, sem nunca apreeder conceitos e processos novos ou se adaptar às diferentes circunstâncias com que se deparam ao longo dos anos.
É isso. Estamos a 9 meses do fim do ano ocidental e a 12 do fim de ano Hare Krishna. Espero que essa dica (jnana e vijnana - teoria e prática) ajude você a selecionar melhor o que quer alcançar no final do ano e a planejar (e executar) passos simples para alcançar esses objetivos, sejam materiais, sejam espirituais.
Se houver interesse, podemos continuar com essas dicas, detalhando um poucos mais processos de conhecimento védico e prática.
Seu amigo,
Gopala Dasa
Hare Krishna!
Como comentei no meu último (ou primeiro?) post, o Hare Krishna comemorou a pouco o seu Ano Novo. Essa diferença de dois/três meses do ano novo ocidental para o ano novo vaishnava (e também um pouco de minha vivência de cerca de 40 anos de ciclo ano novo/ano velho), permitem reconhecer um padrão:
1- Em outubro, as pessoas se dão conta de que o ano está acabando;
2- Em novembro, um nervosismo toma conta da consciência da população (em termos gerais), devido as pressões por resultados materiais, profissionais, sociais, emocionais e até "espirituais";
3- Em dezembro, o nervosismo se transforma em angústia diante do fim iminente do ano, sem que se consiga atingir muitos dos resultados tão almejados.
4- No final do ano, as festividades principais de dezembro se transformam em eventos quase que "torturantes", diante da frustração que representam. Para muitos, ou se foge totalmente deles, ou se foge da "realidade" que eles "trazem", através da forte embriaguês e/ou intoxicação.
5- Três meses depois, nenhuma daquelas coisas super importantes e urgentes que precisavam ser alcançadas ou obtidas têm mais tanta importância, e nem por isso sua vida se acabou (se não, você não estaria lendo issas linhas - rsrs) ou o planeta parou de girar.
Ué, qual a grande novidade, Gopala? - você poderia perguntar. Todo mundo sabe disso. Acontece a mesma coisa todo ano...
Exatamente - diria eu - esse é o ponto! É chamado na cultura védica de vida condicionada. Acontece a mesma coisa todos os anos, com pequenas variações aqui e ali, mas é sempre o mesmo: deseja-se, espera-se muita coisa, mas se faz muito pouco para realmenta alcançar o que se almeja. Quando se vê, o tempo passou e o desejo não se realizou. Corre-se para compensar o tempo perdido, mas sem priorizar algo específico: queremos "tudo ao mesmo tempo agora". Aí vem a sobrecarga, a estafa, a confusão, a frutração, a ira...
Tá, Gopala, chega! Depois diz que esse povo filosófico não é pessimista?! Arghh!
Calma, calma: seria pessimismo se não houvesse solução. Mas há solução! Porém você precisa ser mais ativo nessa situação. Menos vítima, ou melhor, menos passivo diante dos acontecimentos ao longo do ano.
Enfim, o que fazer para tomar as rédeas de sua vida? Eu sugeriria na verdade uma caminhada, isto é, dois passos simples nessa caminhada:
1- Auto-conhecimento: se você não controla seu tempo, seus compromissos, seus objetivos ou seus desejos, admita isso e começe a se organizar: leia bons livros filosóficos ou religiosos para conseguir definir melhor o que é realmente importante na sua vida (e até o que é a vida), faça cursos de aperfeiçoamento profissional, aprenda uma nova língua, faça parte de um grupo, associação, sociedade, igreja, templo, consiga uma boa agenda (preferência pelas semanais), etc.
2- Pratique o que aprendeu: com base no seu novo estado de consciência, faça sua atividade diária condizer com ela: selecione melhor suas amizades, mude de emprego, volte aos estudos, case, viaje, passeie com a família, faça um retiro, controle a dieta, faça yoga, pratique esportes, meditação, etc e etc.
Uma vez alcançado novo patamar em sua vida, repita o passo 1. Assim como uma pessoa caminha repetidamente colocando um pé a frente do outro.
Na cultura védica isso é chamado jnana (teoria) e vijnana (prática).
Muitas pessoas "patinam" na vida, sem sair do mesmo lugar ou situação, por ficarem eternamente na teoria, "sonhando acordado", sem nunca dar o primeiro passo prático para realizar o que sonham. Às vezes, nem sabem se o que sonham é realmente práticavel de alguma forma.
Por outro lado, outras também ficam estacionadas, mas por insistir em processos práticos ultrapasados e ineficientes diante das eternas mudanças por que passa o mundo, sem nunca apreeder conceitos e processos novos ou se adaptar às diferentes circunstâncias com que se deparam ao longo dos anos.
É isso. Estamos a 9 meses do fim do ano ocidental e a 12 do fim de ano Hare Krishna. Espero que essa dica (jnana e vijnana - teoria e prática) ajude você a selecionar melhor o que quer alcançar no final do ano e a planejar (e executar) passos simples para alcançar esses objetivos, sejam materiais, sejam espirituais.
Se houver interesse, podemos continuar com essas dicas, detalhando um poucos mais processos de conhecimento védico e prática.
Seu amigo,
Gopala Dasa
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opagopala
vi agora seu blog e gostei das colocacoes. forte abraco b |
Postado em 10-04-2008 às 02:17 PM por beduino
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